Privacidade de dados: por que se tornou essencial e como implementar?

Saiba como  proteção e privacidade de dados, em meio às suas diferenças, são fundamentais às empresas. Entenda os conceitos e como devem ser aplicados.


Como controlar o imenso volume de dados que circula na web atualmente? Um simples clique em uma página da web gera informação que pode ser rastreada por empresas. No entanto, o tempo em que tudo isso podia ser feito livremente se passou. A privacidade de dados é uma questão que se tornou balizadora para as atividades de milhões de empresas.

Um usuário que realiza uma compra na internet, informa dados para se cadastrar em um serviço ou que simplesmente navega na web está compartilhando dados pessoais. Em um passado, ninguém tinha acesso a essas informações ou podia ao menos escolher não compartilhá-las. Isso, infelizmente, fez com que pessoas tivessem informações de cunho particular expostas.

Desde dados de acesso até rastreio de atividade na web, tudo pode ser captado por empresas que estão na internet. A diferença é que agora as diretrizes de privacidade de dados são lei. Quem não as cumpre pode ter que lidar com sanções penais. Enquanto isso, usuários têm maior liberdade para decidirem se vão ou não fornecer seus dados.

Neste post vamos compartilhar mais sobre o assunto, sua importância e como empresas podem contribuir para que a internet seja um ambiente seguro aos dados.

Continue lendo para entender mais nossa percepção sobre o assunto!

Por que a privacidade de dados se tornou essencial?

Episódios de vazamento de dados pessoais de usuários se tornaram recorrentes nos últimos anos. Quanto maior é o trabalho de coleta, retenção e tratamento dessas informações, maior é o risco. Não estamos falando de empresas desconhecidas que falharam. São nomes como Facebook, eBay, Adobe, LinkedIn, Yahoo e muitas outras.

Também não estamos falando de números baixos a nível de pessoas afetadas. Em muitos desses casos, milhões têm seus dados expostos, o que faz com que o mundo se movimente em torno de exigências às empresas. Se elas não são capazes de reter essas informações de maneira segura, é preciso serem responsabilizadas.

Mais do que isso, agora usuários, sob a iminência de terem dados vazados, podem escolher não correr mais tantos riscos. Se você tem reparado, ultimamente os sites têm perguntado se podem usar seus cookies e outras informações, o que não acontecia. Isso é parte das iniciativas governamentais visando a privacidade de dados.

A Europa puxou a fila com a General Data Protection Regulation (GDPR), legislação que obriga qualquer empresa do mundo que lide com usuários europeus a se adequarem às suas regras.

No Brasil, um pouco depois, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe regras que tornam a manipulação de dados mais transparente, além de garantir que usuários possam acessar suas informações pessoais e ainda revogar a utilização delas a qualquer momento.

Hoje, os dados não estão sob captação somente quando você faz uma compra ou se cadastra com informações mais extensas. O uso de sistemas de inteligência artificial, por exemplo, dependem da retenção de dados para que o princípio de machine learning funcione de maneira contínua nas máquinas. Inclusive, recomendamos o documentário O Que É Longe Demais? | The Age of A.I., que aborda esse assunto.

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Qual é a diferença entre privacidade e proteção de dados?

Estamos falando de dois conceitos distintos e que, apesar de estarem ligados à segurança e confidencialidade, têm papéis distintos. Entenda mais sobre cada um a seguir.

Proteção de dados

A ideia de proteção de dados é direcionada de maneira ampla a qualquer informação pessoal que é compartilhada na web, sobretudo na relação usuário x empresa. Portanto, proteger é garantir que uma interação simples, como uma navegação em uma página, seja totalmente segura. Ou seja, a proteção visa evitar o roubo e o vazamento dos dados

Privacidade de dados

Privacidade é uma questão distinta, mais voltada à autorização sobre como as empresas farão uso dos dados, qual camada de dados podem usar e de que maneira usarão as informações. Logo, é compromisso das empresas garantir que nenhuma dessas informações sejam utilizadas para qualquer fim que não seja o informado na hora da solicitação de autorização.

Como garantir a privacidade e proteção de dados de usuários?

Garantir a segurança de dados é um compromisso que empresas, cientistas e analistas de dados precisam ter não só com a lei, mas também com usuários. Portanto, há muito trabalho a ser executado. Algumas definições são de grande ajuda para garantir que proteção e privacidade sejam exercidas com eficácia. Listamos algumas delas a seguir.

Implementando recursos de segurança online

Sistemas de segurança são importantes para que sites sejam capazes de proteger toda a atividade, sobretudo de fluxo de dados, que acontece dentro dele. Assim, há maior segurança no que diz respeito a tentativas de ataque e roubo de informações. Investir em recursos de monitoramento, certificados como o SSD e um bom firewall é um bom início.

Definindo diretrizes de uso de dados

Diretrizes internas ajudam a manter o trabalho de gestão e retenção de dados mais seguro. Se não há regras claras sobre como colaboradores precisam trabalhar em relação à segurança de informações, são maiores as chances de vazamento ou uso indevido. Portanto, o rigor ao lidar com dados pessoais de usuários deve partir de iniciativa e comprometimento interno.

Estabelecendo níveis de acessos internos mais rigorosos

Por mais seguros que sejam os processos em uma empresa que lida com dados, não é qualquer pessoa que pode acessar informações de terceiros. Portanto, é fundamental estabelecer níveis de acesso interno mais rigorosos. Isso significa que é fundamental deixar claro quem pode manipular dados e restringir o acesso a essas informações.

Revisar e reafirmar as leis de proteção

A interpretação correta de leis como a GDPR e LGPD garante que empresas saibam exatamente o que devem fazer e as preocupações que precisam ter. Os termos são claros, mas extensos e de linguagem complexa, uma vez que é jurídica. Portanto, pessoas responsáveis precisam ter um entendimento aprofundado, uma vez que isso permitirá replicar essas exigências em forma de diretrizes internas para empresas.

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A proteção e privacidade de dados são dois pilares essenciais para que empresas se mantenham relevantes em uma era em que informação vale ouro. Portanto, as falhas e a exposição causadas por práticas inadequadas podem colocar em risco a sustentabilidade da empresa e sua imagem no mercado.

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