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Design Sprint: saiba o que é e como aplicar em produtos digitais

  • Por: Redação Tera
  • Data: 21, dez 2020
7 min de leitura

Entenda como o método de Design Sprint permite que equipes de produtos digitais façam entregas de sucesso em curtos períodos de tempo.


 

Uma das modalidades olímpicas mais tradicionais é a maratona. A corrida de 42 km acontece desde a primeira edição dos jogos olímpicos, sediada em Atenas, em 1896. Até hoje, é um dos esportes mais emocionantes — sobretudo no famoso “sprint final”, quando os corredores dão aquele gás para cruzar a linha de chegada.

É o momento culminante para esses esportistas, em que todo o foco e cada esforço contam. Por motivos parecidos, o design sprint também se tornou fundamental nas empresas. Neste texto você vai entender porquê. Continue a leitura e descubra.

Como surgiu o design sprint?

A origem desse processo já ajuda a explicar o quão eficaz ele é: Google. Pois o design sprint foi criado pela Google Ventures, braço da empresa focado em testar e acelerar ideias que ainda estão em estágio inicial de desenvolvimento.

E o termo “sprint” veio de Scrum  —  caso você não conheça, é a metodologia ágil de desenvolvimento de softwares, que se divide em ciclos. Os sprints são cada um desses ciclos, que pode ter de duas a quatro semanas de duração.

A inovação do Google encontra a agilidade do Scrum: já dá para entender a importância do assunto, não?

Como funciona o design sprint na prática?

O design sprint é ainda mais rápido do que o sprint do Scrum. O ciclo formatado pela Google Ventures deve durar cinco dias. Isso porque, em vez da espera pelo lançamento de um MVP (Minimum Viable Product) para descobrir se a ideia é boa ou não (o que pode levar meses), o design sprint foca na validação da ideia com usuários e encurta o processo para 40 horas de trabalho.

Assim, design sprint é o nome dado ao período de cinco dias para criar, desenhar, prototipar e testar uma ideia. A lógica é simples: é muito melhor e mais rentável validar um projeto antes de dedicar semanas de trabalho a ele.

Gráfico mostrando lógica do design sprint: idealizar, construir, rodar, aprender

Na imagem acima, vemos o maravilhoso atalho proposto pelo design sprint: ter uma ideia, construir, rodar, aprender

No fundo, o processo é uma versão modernizada do próprio MVP, que surgiu lá atrás para reduzir o tempo de desenvolvimento de produtos ou serviços. Mas os novos tempos pedem ainda mais agilidade, e o design sprint é uma resposta a isso.

Quando fazer e quem deve participar?

A ferramenta foi criada para startups em estágio inicial. Afinal, são elas que precisam amadurecer ideias e projetos internos no período mais rápido possível.

O design sprint deve ser utilizado antes de se investir tempo ou dinheiro em uma startup, ou em uma ideia. Também deve ser aplicado antes de um time ágil recém-formado começar a trabalhar em um projeto; e antes de se começar a desenhar a fundo uma funcionalidade complexa.

O time que tocará o processo deve ser formado por: pelo menos um UX designer um stakeholder (pode ser o CEO da startup ou o dono da ideia), um Product Manager e alguém com um conhecimento mais técnico (um desenvolvedor). Ah, e é claro, uma pessoa no papel de facilitação para comandar as sessões coletivas.

O sprint design passo a passo (ou dia a dia)

O ciclo foi criado para resolver um problema. Então, antes de começá-lo, tenha bem clara a pergunta que ele deve responder: “essa ideia funciona?” costuma ser a mais direta.

Quando a pergunta estiver formulada e o time estiver alinhado, siga essas orientações iniciais:

  • reúna os participantes em uma sala;

  • trave a agenda de todo mundo;

  • garanta materiais básicos para usar ao longo da semana (post-its, caneta, papel, etc.).

Veja a seguir o que deve ser feito em cada um dos cinco dias.

Segunda-feira: UNPACK

O primeiro dia do design sprint é quando o time vai “desfazer a mala” (unpack). Ou seja, exteriorizar tudo o que se sabe sobre a ideia.

Cabeças diferentes costumam trazer uma expertise muito rica para o processo: desenvolvedores conhecem coisas que os designers não sabem, stakeholders entendem de assuntos que os product managers não dominam, etc.

Algumas tarefas ajudam a facilitar esse processo, como expressar a voz do consumidor, desconstruir o produto atual, definir as métricas de sucesso, etc.

Terça-feira: SKETCH

A seguir, é a hora de todo mundo colocar a mão na massa. Ou melhor, no papel. O time deve realizar um esboço (sketch) das ideias. Aqui, cada um deve trabalhar individualmente para registrar as soluções para aquele problema/ideia (a pergunta que deu origem ao design sprinto).

O time deve colocar o máximo possível de ideias no papel. Só depois que todo mundo rabiscou é hora de analisar para cada um dos sketches e discutir como aquilo poderia funcionar ou não.

O importante é que todos ouçam uns aos outros, debatendo democraticamente os esboços. Ao final, uma votação pode decidir quais alternativas de caminho seguir.

Quarta-feira: DECIDE

Neste momento, seu time já terá possibilidades de ideias. O problema é que uma delas precisa ser escolhida, porque não vai dar para prototipar todas.

Por isso, use o terceiro dia para filtrar as ideias, para aprimorá-las. E, no final do expediente, eleja a única ideia que vocês vai sair do papel.

Quinta-feira: PROTOTYPE

Se a quarta-feira foi mais tranquila, na quinta o bicho pega. Porque é dia de prototipar. Seu time precisa ser absurdamente produtivo.

Por isso, selecione bem as ferramentas de prototipagem com as quais vocês já estejam habituados a trabalhar rapidamente. É fundamental, também, organizar logo cedo as atividades do dia: quem faz o quê e de que hora até que hora. O objetivo é que vocês não saiam da sala sem o protótipo da ideia.

Sexta-feira: TEST

Enfim, chegou o grande dia. Sexta-feira é quando o time deve mostrar os protótipos para os potenciais usuários do produto, em sessões individuais.

A solução é apresentada para o usuário, ele interage com algumas telas e vai dando feedback em tempo real sobre o que gosta e o que não gosta. No final, vocês se reúnem para discutir o retorno que receberam e decidir se a ideia sobrevive ou não.

No final, o design sprint é a modernização de processos que já eram ágeis. É o gás final que pode fazer a diferença na jornada de um produto ou serviço.

....

Esperamos que você tenha entendido a dinâmica por trás do design sprint. Quer saber mais? Então visite o site oficial que a Google Ventures desenvolveu para o processo.

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