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Design Sprint: saiba o que é e como aplicar em produtos digitais

Escrito por Redação Tera | 21 Dec

Entenda como o método de Design Sprint permite que equipes de produtos digitais façam entregas de sucesso em curtos períodos de tempo.

Photo by Startaê Team on Unsplash

 

Uma das modalidades olímpicas mais tradicionais é a maratona. A corrida de 42 km acontece desde a primeira edição dos jogos olímpicos, sediada em Atenas, em 1896. Até hoje, é um dos esportes mais emocionantes — sobretudo no famoso “sprint final”, quando os corredores dão aquele gás para cruzar a linha de chegada.

É o momento culminante para esses esportistas, em que todo o foco e cada esforço contam. Por motivos parecidos, o design sprint também se tornou fundamental nas empresas. Neste texto você vai entender porquê. Continue a leitura e descubra.

Como surgiu o design sprint?

A origem desse processo já ajuda a explicar o quão eficaz ele é: Google. Pois o design sprint foi criado pela Google Ventures, braço da empresa focado em testar e acelerar ideias que ainda estão em estágio inicial de desenvolvimento.

E o termo “sprint” veio de Scrum  —  caso você não conheça, é a metodologia ágil de desenvolvimento de softwares, que se divide em ciclos. Os sprints são cada um desses ciclos, que pode ter de duas a quatro semanas de duração.

A inovação do Google encontra a agilidade do Scrum: já dá para entender a importância do assunto, não?

Como funciona o design sprint na prática?

O design sprint é ainda mais rápido do que o sprint do Scrum. O ciclo formatado pela Google Ventures deve durar cinco dias. Isso porque, em vez da espera pelo lançamento de um MVP (Minimum Viable Product) para descobrir se a ideia é boa ou não (o que pode levar meses), o design sprint foca na validação da ideia com usuários e encurta o processo para 40 horas de trabalho.

Assim, design sprint é o nome dado ao período de cinco dias para criar, desenhar, prototipar e testar uma ideia. A lógica é simples: é muito melhor e mais rentável validar um projeto antes de dedicar semanas de trabalho a ele.

Na imagem acima, vemos o maravilhoso atalho proposto pelo design sprint: ter uma ideia, construir, rodar, aprender

No fundo, o processo é uma versão modernizada do próprio MVP, que surgiu lá atrás para reduzir o tempo de desenvolvimento de produtos ou serviços. Mas os novos tempos pedem ainda mais agilidade, e o design sprint é uma resposta a isso.

Quando fazer e quem deve participar?

A ferramenta foi criada para startups em estágio inicial. Afinal, são elas que precisam amadurecer ideias e projetos internos no período mais rápido possível.

O design sprint deve ser utilizado antes de se investir tempo ou dinheiro em uma startup, ou em uma ideia. Também deve ser aplicado antes de um time ágil recém-formado começar a trabalhar em um projeto; e antes de se começar a desenhar a fundo uma funcionalidade complexa.

O time que tocará o processo deve ser formado por: pelo menos um UX designer um stakeholder (pode ser o CEO da startup ou o dono da ideia), um Product Manager e alguém com um conhecimento mais técnico (um desenvolvedor). Ah, e é claro, uma pessoa no papel de facilitação para comandar as sessões coletivas.

O sprint design passo a passo (ou dia a dia)

O ciclo foi criado para resolver um problema. Então, antes de começá-lo, tenha bem clara a pergunta que ele deve responder: “essa ideia funciona?” costuma ser a mais direta.

Quando a pergunta estiver formulada e o time estiver alinhado, siga essas orientações iniciais:

  • reúna os participantes em uma sala;

  • trave a agenda de todo mundo;

  • garanta materiais básicos para usar ao longo da semana (post-its, caneta, papel, etc.).

Veja a seguir o que deve ser feito em cada um dos cinco dias.

Segunda-feira: UNPACK

O primeiro dia do design sprint é quando o time vai “desfazer a mala” (unpack). Ou seja, exteriorizar tudo o que se sabe sobre a ideia.

Cabeças diferentes costumam trazer uma expertise muito rica para o processo: desenvolvedores conhecem coisas que os designers não sabem, stakeholders entendem de assuntos que os product managers não dominam, etc.

Algumas tarefas ajudam a facilitar esse processo, como expressar a voz do consumidor, desconstruir o produto atual, definir as métricas de sucesso, etc.

Terça-feira: SKETCH

A seguir, é a hora de todo mundo colocar a mão na massa. Ou melhor, no papel. O time deve realizar um esboço (sketch) das ideias. Aqui, cada um deve trabalhar individualmente para registrar as soluções para aquele problema/ideia (a pergunta que deu origem ao design sprinto).

O time deve colocar o máximo possível de ideias no papel. Só depois que todo mundo rabiscou é hora de analisar para cada um dos sketches e discutir como aquilo poderia funcionar ou não.

O importante é que todos ouçam uns aos outros, debatendo democraticamente os esboços. Ao final, uma votação pode decidir quais alternativas de caminho seguir.

Quarta-feira: DECIDE

Neste momento, seu time já terá possibilidades de ideias. O problema é que uma delas precisa ser escolhida, porque não vai dar para prototipar todas.

Por isso, use o terceiro dia para filtrar as ideias, para aprimorá-las. E, no final do expediente, eleja a única ideia que vocês vai sair do papel.

Quinta-feira: PROTOTYPE

Se a quarta-feira foi mais tranquila, na quinta o bicho pega. Porque é dia de prototipar. Seu time precisa ser absurdamente produtivo.

Por isso, selecione bem as ferramentas de prototipagem com as quais vocês já estejam habituados a trabalhar rapidamente. É fundamental, também, organizar logo cedo as atividades do dia: quem faz o quê e de que hora até que hora. O objetivo é que vocês não saiam da sala sem o protótipo da ideia.

Sexta-feira: TEST

Enfim, chegou o grande dia. Sexta-feira é quando o time deve mostrar os protótipos para os potenciais usuários do produto, em sessões individuais.

A solução é apresentada para o usuário, ele interage com algumas telas e vai dando feedback em tempo real sobre o que gosta e o que não gosta. No final, vocês se reúnem para discutir o retorno que receberam e decidir se a ideia sobrevive ou não.

No final, o design sprint é a modernização de processos que já eram ágeis. É o gás final que pode fazer a diferença na jornada de um produto ou serviço.

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Esperamos que você tenha entendido a dinâmica por trás do design sprint. Quer saber mais? Então visite o site oficial que a Google Ventures desenvolveu para o processo.

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